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No episódio 08 do podcast Vozes de Peso, a entrevista foi com Célio Pozzobon, especialista em pesagem e cubagem na Toledo do Brasil.

Durante a conversa, Célio compartilhou sua experiência e explicou detalhes fundamentais sobre processos de medição e dimensionamento de cargas, além de apresentar soluções inovadoras que transformaram a logística no transporte rodoviário. Neste artigo, reunimos alguns pontos abordados nessa entrevista esclarecedora. Acompanhe!

Célio Pozzobon em entrevista sobre inovação na pesagem e cubagem no podcast Vozes de Peso
Célio Pozzobon compartilha insights sobre pesagem, cubagem e soluções logísticas inovadoras no episódio #08 do podcast Vozes de Peso.

Célio compartilhou uma história curiosa de sua experiência em vendas, que ilustra bem os desafios e as lições aprendidas no mercado.

Ele contou que, em uma das visitas a uma empresa familiar, composta por pai e filho, o pai foi bastante sincero ao dizer que, apesar de reconhecer a vontade e empenho dele, não poderia adquirir a balança oferecida.

O motivo era que o cliente precisava de um equipamento que permitisse manipular o peso — algo fora da legalidade — e a balança apresentada por Célio não oferecia essa possibilidade.

Cerca de um ano depois, ao passar pela empresa, Célio voltou a conversar com o empresário, que estava bastante abatido. O pai explicou que seu filho havia emitido várias notas fiscais falsas, obtendo ganhos irregulares, o que prejudicou significativamente o negócio familiar. “Eu não sei com que ele aprendeu isso”, contou o empresário, emocionado.

Para Célio, essa experiência, além de curiosa, reforçou a importância da ética e da responsabilidade nas relações comerciais. Ele ressaltou que, mesmo com as mudanças no mercado e o avanço da fiscalização, esses valores permanecem essenciais para a confiança e o sucesso no setor.

Durante uma visita comercial para venda de balanças de piso a uma transportadora, Célio relembrou um episódio marcante de quando ministrava treinamentos para equipes técnicas.

“Em determinado momento, precisei apresentar todos os produtos da linha para os técnicos. Falei com o gerente de marketing: ‘preciso dos materiais’. Ele respondeu: ‘estamos montando um site’. Na época, isso era algo novo.”

Ele recebeu um disquete daqueles de tamanho maior, acompanhado de um HD. O gerente explicou que o conteúdo do site estava todo ali. Célio conectou o material, montou os links em uma apresentação de PowerPoint e foi realizar o treinamento.

Ao longo da apresentação, ao percorrer os diversos equipamentos, deparou-se com um que não conhecia bem.

“Cheguei em um determinado ponto e pensei: ‘o que exatamente esse equipamento faz?’. Eu já o havia visto anos antes, instalado em um sistema de grande porte. Era um dimensionador.”

O dimensionador era um portal capaz de medir automaticamente o comprimento, a largura e a altura de uma carga ao passar por ele. Esse tipo de equipamento era utilizado em sorters — sistemas compostos por transportadores que movimentam as cargas desde a entrada até a saída, geralmente com objetivo de otimizar o carregamento direto em veículos.

“Esse tipo de sistema recebe a carga na entrada e a transporta por diversas etapas até uma saída, que já é direcionada para o caminhão de destino. O dimensionador e a balança integram esse processo, permitindo que o peso e o volume sejam aferidos automaticamente.”

No entanto, Célio percebeu que esse tipo de solução, por vir do exterior, exigia um investimento alto. A realidade brasileira, com menor disponibilidade de capital para esse tipo de estrutura, dificultava a adoção da tecnologia em larga escala.

Ao visitar a transportadora, Célio conversou com dois consultores que atuavam naquele cliente. Foi quando surgiu uma discussão sobre o problema da ociosidade de carga.

“Na época, o índice de ociosidade era alto, mas não havia uma forma prática de mensurar isso. Fazer medição com trena, carga por carga, era inviável.”

A empresa embarcadora enviava seus volumes com a cubagem declarada. No entanto, ao somar os volumes recebidos de diferentes clientes e comparar com o carregamento real dos caminhões, o declarado e o real não batia, as vezes quase metade da carga estimada não conseguia ser carregada, gerando prejuízo

Foi nesse contexto que Célio identificou uma oportunidade: aproveitar o conceito do dimensionador fora do sorter, como ferramenta de medição independente.

Diante da inviabilidade dos sorters importados, Célio e os consultores pensaram em desenvolver uma solução nacional, mais acessível.

“Pensamos: e se a carga entrar de um lado e sair do outro já pesada e dimensionada? Seria o ideal.”

Uma empresa aceitou o desafio e adquiriu o primeiro protótipo. O sistema foi composto por uma esteira de entrada, uma balança dinâmica no meio — tecnologia que já existia no setor de alimentos — e uma esteira de saída. A carga passava em movimento, era pesada e tinha suas dimensões automaticamente registradas.

“Com esse primeiro equipamento, descobrimos uma divergência de 30% a 40% entre o volume declarado e o volume real. Após algum tempo, mesmo com correções, ainda havia cerca de 25% de diferença, o que foi se modificando com o tempo.”

Célio explicou que, dentro da Toledo do Brasil, discutia-se o uso correto da terminologia.

“O termo mais preciso seria ‘dimensionamento’. No entanto, o mercado já utilizava amplamente o termo ‘cubagem’, então decidimos adotá-lo para facilitar a comunicação.”

Cubagem consiste em identificar o menor invólucro possível que comporte uma carga, seja ela regular (como uma caixa retangular) ou irregular (como uma bola ou uma caneca com alça). O dimensionador automatiza esse processo, gerando uma representação tridimensional da carga e calculando seu volume cúbico com precisão.

Célio explicou que, no transporte, o valor a ser cobrado pode ser determinado com base no peso real ou no peso cubado — prevalecendo sempre o maior entre os dois. Existem índices de referência: 300 kg por metro cúbico no modal rodoviário e 167 kg/m³ no modal aéreo.

“Se você tem um caminhão com capacidade de 90 m³ e 30 toneladas, cada metro cúbico precisa corresponder a 300 kg, em média. Se transportar isopor, por exemplo, que é leve e volumoso, haverá prejuízo se a cobrança for feita apenas com base no peso.”

Nesse caso, cobra-se o peso cubado. Por outro lado, se a carga for densa, como chumbo, e ultrapassar os 300 kg por m³, aplica-se o peso real. A lógica é evitar tanto o excesso de peso quanto o subaproveitamento do espaço do veículo.

“A transportadora vende espaço transportado. A cobrança deve equilibrar peso e volume para garantir viabilidade operacional.”

Neste artigo, apresentamos alguns pontos importantes abordados no episódio 08 do podcast Vozes de Peso. Para aprofundar ainda mais no tema e ouvir o relato completo de Célio, convidamos você a assistir ao podcast na íntegra. Não deixe de conferir e ampliar seu conhecimento sobre cubagem, dimensionamento e soluções logísticas.

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