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A pesagem industrial é um ponto crítico para a eficiência operacional, a confiabilidade dos resultados e a conformidade com normas de qualidade. No entanto, mesmo com equipamentos modernos e processos estabelecidos, falhas sutis — desde procedimentos inadequados até condições ambientais adversas — podem comprometer a precisão das medições. Esses erros, muitas vezes negligenciados no dia a dia, se acumulam e impactam produtividade, custos e tomada de decisão.

Para aprofundar esse tema e esclarecer os pontos que mais geram dúvidas nas equipes operacionais, David Nascimento, instrutor de treinamento da Toledo do Brasil, analisou os equívocos mais frequentes na rotina de pesagem e as melhores práticas para preveni-los.

A pesagem é uma das etapas mais sensíveis e estratégicas dentro da indústria, pois sustenta tanto o controle de qualidade quanto a eficiência operacional. Ela permite mensurar com precisão a entrada de matéria-prima, acompanhar o desempenho do processo produtivo e garantir que cada dosagem seja executada dentro dos limites exigidos para a formulação adequada de um produto.

Segundo David, a balança é a ferramenta que permite ao cliente mensurar exatamente o que está produzindo. “Ela controla desde a matéria-prima que entra até cada dosagem necessária dentro do processo.”

Ele explica que essa precisão é vital em segmentos em que as tolerâncias são extremamente baixas, como o farmacêutico. “No caso de um medicamento, qualquer variação altera a reação química e o remédio pode perder o efeito.”

David utiliza ainda o exemplo da produção de aço, comparando-a a uma receita: pequenas alterações nas proporções dos elementos da liga podem gerar um aço duro demais ou mole demais, comprometendo suas especificações. “A pesagem correta garante que a qualidade final seja atingida e que cada etapa do processo esteja sob controle”, afirma.

Além disso, a pesagem é essencial para o atendimento à legislação metrológica brasileira, reconhecida como uma das mais robustas da América Latina. “A balança precisa respeitar um limite mínimo de erro para assegurar que o produto chegue ao mercado dentro do nível de qualidade exigido”, complementa.

Mesmo quando o processo está bem estruturado, alguns erros operacionais e de instalação continuam entre as causas mais frequentes de imprecisão na pesagem. A seguir, estão os 8 equívocos mais observados no ambiente industrial:

Veja o que David destaca sobre cada um deles:

Começar um novo ciclo de pesagem antes que a indicação volte ao zero distorce qualquer leitura subsequente. Esse erro é extremamente comum em operações de fluxo intenso, especialmente em balanças rodoviárias.

Como observa David, “quando o operador não espera a balança zerar, ele carrega resíduos da pesagem anterior para o próximo registro, e isso basta para gerar uma diferença significativa. Em rodoviárias, é frequente um caminhão sair e o outro já entrar — e o erro vem daí.” A solução exige disciplina operacional e automação inteligente, evitando que o processo avance enquanto o equipamento não estiver completamente estabilizado.

O nivelamento é um princípio físico básico, mas ainda é subestimado. Uma balança desnivelada produz leituras sistematicamente incorretas, comprometendo fórmulas, dosagem e o próprio controle de qualidade.

David aprofunda esse ponto: “se a balança não está nivelada, a leitura se altera. Em um único item você talvez nem perceba, mas num processo contínuo isso vira prejuízo. Em indústrias que trabalham com receita, o impacto é ainda maior.”

O problema está mais ligado à prática do que à tecnologia: operadores precisam saber reconhecer os sinais de desalinhamento e corrigi-los rapidamente.

Uma instalação imprecisa cria erros difíceis de identificar depois. Pisos com irregularidades, mesas que cedem ou locais sujeitos a vibração contínua produzem instabilidade mecânica — e, portanto, leituras imprecisas.

Segundo David, “a balança tem que estar em uma superfície rígida. Se o piso tem desníveis, se a mesa afunda um pouco no meio, ela já não vai entregar o peso real.” Além da superfície, o ambiente influencia intensamente o resultado: correntes de ar, portas abrindo e fechando, equipamentos vibrando. “Uma balança semianalítica perto de uma porta é um risco para a pesagem, porque o ar em movimento pode interferir no resultado da pesagem”, completa.

Muitas equipes subestimam a violência mecânica que um impacto causa sobre a célula de carga. Caminhões que entram rápido demais, paleteiras batendo na plataforma ou frenagens bruscas prejudicam o desempenho e aceleram o desgaste.

Nas palavras de David, “caminhões precisam entrar devagar. Quando entram rápido, freiam em cima da balança ou aceleram ali, a estrutura é forçada além do necessário.”

Esse tipo de erro é 100% evitável com treinamento, sinalização e controle de tráfego.

Jogar produtos sobre a balança, em vez de posicioná-los suavemente, provoca picos instantâneos de carga.

David descreve o efeito com precisão: “um pacote de 5 kg arremessado sobre a balança pode chegar com 15 ou 20 kg no impacto. Em uma balança de 15 kg, isso é crítico.” Esse comportamento deteriora a célula de carga e provoca desgaste mecânico nos outros elementos da estrutura da balança.

Toda balança tem um limite físico, e ultrapassá-lo — mesmo por instantes — compromete sua estrutura interna.

Como explica David, “se você excede o limite, danifica a célula de carga. Não é uma possibilidade; é uma consequência.”

O problema geralmente nasce de improvisos operacionais e falta de comunicação entre turnos.

Nem todos os modelos são projetados para permanecer sob carga contínua.

David esclarece: “tanques são feitos para trabalhar com carga permanente. Já balanças de uso diário precisam que você pese e retire o produto. Se você esquece a carga ali, danifica a célula de carga de forma silenciosa e cumulativa.”

O erro parece simples, mas está entre os maiores causadores de desgaste prematuro.

Desgaste natural, alterações ambientais e uso constante afetam a precisão.

David resume bem: “é como um carro: se você não faz manutenção, o problema aparece. Na balança, a calibração garante que a leitura esteja rastreável. Trabalhamos com massas conhecidas — 1 kg, 5 kg, 10 kg — para confirmar se a indicação é correta e ajustar se necessário.”

Sem esse acompanhamento, qualquer processo industrial perde confiabilidade.

Quando analisamos as falhas mais recorrentes na pesagem industrial, é natural tentar identificar onde, exatamente, elas se originam. Embora fatores ambientais e questões de manutenção tenham impacto direto no desempenho dos equipamentos, a maior parte dos problemas nasce da operação — do modo como a balança é utilizada no dia a dia.

Segundo David, que atua diretamente no treinamento de equipes, a raiz do problema está no desconhecimento. “Eu tenho certeza de que ninguém danifica uma balança de propósito. O que acontece é que muitos operadores não sabem o quão delicado é o equipamento e como pequenas atitudes podem comprometer a precisão.” É por isso que boa parte de seu trabalho atual envolve conscientização: visitas técnicas, treinamentos e orientações práticas sobre os cuidados essenciais que precisam ser incorporados à rotina.

Essa mudança de comportamento traz impacto mensurável. “Temos clientes que, depois do treinamento, reduziram custos com manutenção e diminuíram perdas no processo, porque perceberam que estavam pesando com uma balança que indicava errado. A operação, na maioria dos casos, é o verdadeiro calcanhar de Aquiles”, explica. Já as equipes de manutenção, segundo ele, costumam ter uma visão mais ampla do equipamento e tendem a tratá-lo com maior cuidado — mas dependem diretamente de como a operação conduz o uso cotidiano.

A precisão na pesagem industrial é resultado direto de processos bem conduzidos, equipamentos preservados e uma equipe preparada para identificar riscos antes que eles comprometam a qualidade. Quando erros aparentemente simples se acumulam — como operar com a balança desnivelada, instalar o equipamento em áreas inadequadas ou negligenciar calibrações — toda a cadeia produtiva absorve custos desnecessários e perde eficiência.

Ao incorporar rotinas de verificação, investir em capacitação e adotar recursos de automação, as empresas fortalecem o controle metrológico, reduzem perdas e garantem maior confiabilidade operacional. Cuidar da pesagem é cuidar do processo como um todo. Quer elevar o nível de precisão da sua operação? A Toledo do Brasil oferece treinamentos, suporte técnico e soluções completas para que sua equipe opere com total segurança e assertividade. Entre em contato e saiba como aprimorar seus resultados.

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