NRF 2024: novidades, tecnologias e tendências

Publicado em 01 de Fevereiro de 2024

Mais uma vez, a Toledo do Brasil participou da NRF, agora em sua edição de 2024. Na oportunidade, representantes da empresa apresentaram as etiquetas eletrônicas de preço no estande do parceiro Pricer e aproveitaram para acompanhar as novidades, tecnologias e tendências que prometem agitar o varejo neste ano.

Daniel Carioni, gestor de marketing e vendas da Toledo do Brasil, foi um dos profissionais presentes e registrou suas experiências na live “Talk To Me”, trazendo um panorama completo sobre tudo o que rolou nesse grande evento, que resumimos aqui. Para facilitar a leitura do nosso texto sobre a NRF 2024, dividimos nosso artigo nos seguintes tópicos:

NRF 2024: aprimoramento dos softwares para reconhecimento de imagem
O equilíbrio do atendimento híbrido
Equipamentos com e sem IA
Etiquetas eletrônicas em alta
Conclusão

Boa leitura!

NRF 2024: aprimoramento dos softwares para reconhecimento de imagem
De acordo com Daniel Carioni, os representantes da Toledo do Brasil perceberam um aprimoramento e uso muito forte de imagem na NRF 2024.

“É algo que os expositores já estavam mostrando nas últimas edições, o reconhecimento por imagem, por produto, falta de itens nas gôndolas, a famosa ruptura de gôndola, reconhecimento de pessoas e facial. Tudo isso que já vinha sendo explorado há algum tempo e nós percebemos uma melhor acurácia dessas informações”, explica.

Conforme sua explicação, a NRF 2024 é muito forte em software, por ser uma feira de tecnologia, tendência e inovação, o que explica o aprimoramento do uso de imagem.

“Quando eu falo de aprimoramento do uso da imagem, é reconhecer o rosto das pessoas na loja. Antes, há alguns anos, tinha apenas aquele mapa de calor em algumas áreas do estabelecimento, para ter o reconhecimento de pessoas na loja. E cada vez mais, eles vêm aprimorando isso”.

Carioni acrescenta que muitos equipamentos, por exemplo, os self checkouts, já contam com reconhecimento. “Percebemos a tendência de aliar o autoatendimento, que também é algo que vem sendo difundida, com o reconhecimento de imagem. Essas duas tecnologias estão vindo muito forte nos últimos anos e também nesta edição”, pontua.

Outra novidade citada por Carioni e relacionada diretamente à evolução dos softwares para uso de imagem, é o destaque que muitas startups, especialmente as que trabalham com essa tecnologia, receberam durante a feira.

“Para se ter uma noção, a feira é dividida em três pisos. Tem um piso principal, um piso inferior e um superior de startups, e determinadas startups estavam no piso principal, sendo que boa parte delas trabalhavam com reconhecimento de imagem”, afirma.

Daniel Carioni acrescenta que muitas startups que estavam no setor de inovação, de início de negócio, foram incorporadas por grandes empresas. “Em resumo, eu diria que o destaque nessa feira foi o melhor desenvolvimento do reconhecimento de imagem em qualquer campo, aliada com o autoatendimento”.

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O equilíbrio do atendimento híbrido

Daniel Carioni revelou que, na NRF 2024, havia alguns estandes expondo a parte de robótica.
“Era como o que era visto nos filmes, há alguns anos, de humanizar o robô, criar uma identidade mais próxima de um ser humano. Havia um estande, por exemplo, com robôs de cachorro, que faziam o monitoramento da área, mas era um robô bastante rústico. O próximo passo seria humanizá-lo para que ele ficasse um pouco mais agradável ao ser humano visualmente”.

Além disso, ele afirmou que o americano tem investido fortemente no self checkout, mas defendeu um equilíbrio entre o autoatendimento e o atendimento executado por seres humanos.

“Visitamos uma loja da Amazon Go, que era para ser totalmente autônoma, mas haviam pessoas para atender. No ano passado também fui em uma loja de roupas em que haviam colocado o self checkout, mas alguns clientes não tinham habilidade para tirar a trava de segurança. Neste ano, voltei na loja e vi que remodelaram os self checkouts”.

Daniel afirma que, diferentemente do americano, que investiu muito no conceito de self checkout, o europeu e o brasileiro vêm aliando o autoatendimento com o atendimento humano.

“Por isso a maioria das lojas e dos supermercados da Europa se destacam por um bom atendimento. Tem o atendimento no setor de padaria, de setor de açougue, de fatiados, e os funcionários responsáveis por estas áreas atendem bem”.
Ele acrescenta que muitas pessoas preferem os frios fatiados na hora, o que, em sua concepção, não tem comparação com o pré-embalado.

“O pré-embalado facilita muito a vida, é sensacional, ele tem que existir, mas os frios fininhos cortados na hora, para você comer no café da manhã com pão quentinho, também precisam existir”, observa.

Carioni percebeu empresas avaliando as inovações e investindo em um modelo que inclui o autoatendimento, inteligência e até robôs, mas sem deixar de lado o atendimento humano. “No Brasil nós fazemos bem essa parte. Temos muitos locais do varejo, muitos supermercados, com um atendimento híbrido sensacional”.

Equipamentos com e sem IA

Ao longo da live sobre a NRF 2024, Daniel Carioni destacou que a Toledo do Brasil participa de inúmeras feiras durante o ano, com a finalidade de apresentar as novas tecnologias e tendências, aproveitando também para lançar produtos. “Nesse sentido, a NRF 2024 foi uma consolidação do que já vinha sendo apresentado nos últimos tempos”.
Ele revelou ainda que muitas empresas nas feiras apresentam produtos que não são baseados em IA, como se assim fossem.

“Quando nós estamos falando de um modelo de inteligência artificial, em termos de imagem, o modelo captura algumas imagens e vai as aperfeiçoando. Ele vai trabalhando, com o tempo, ele vai melhorando a acurácia. Dessa forma, está muito mais por trás um software, um desenvolvimento, um software com machine learning e IA, do que uma simples captura”. Aí eu tenho uma IA realmente.”

Conforme explica, quando há algo consolidado por trás do produto, um desenvolvimento, de fato, a IA fica mais forte.
“Agora, quando tem só, por exemplo, uma captura de imagem, uma comparação e não um crescimento, eu só tenho uma captura de imagem, é um modelo que foi feito, que não tem uma aprendizagem, uma inteligência artificial por trás”, define.

Ele ressalta que conferiu alguns modelos com IA que apresentam esse desenvolvimento por trás, mas viu também modelos simples, que também atendem a algumas demandas.

“Vou fazer um paralelo com a Prix 7T e o MVG Cloud. Nós temos dois produtos na Toledo, dois softwares, que têm IA. Eles têm realmente o aprendizado, captura de imagens, um aprendizado da máquina por trás, uma inteligência de desenvolvimento aplicada”, pontuou.

Carioni observou ainda que, além das soluções com inteligência artificial, a Toledo do Brasil também possui o MGV 7, um software local que não é baseado em IA, mas é altamente importante para o varejo.

“Trata-se de um software de comunicação com as balanças, que atende massivamente o varejo de muitos clientes e possui o modelo de desenvolvimento de um software padrão da Toledo”.

Etiquetas eletrônicas em alta

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Entre as soluções da Toledo do Brasil que chamaram a atenção durante a NRF 2024, destacam-se as etiquetas eletrônicas, atualmente oferecidas em duas modalidades: software em nuvem e software local.

Segundo Daniel Carioni, a qualidade do driver da etiqueta eletrônica tem evoluído, garantindo uma resolução, pigmentação e nitidez cada vez maior. Além disso, as etiquetas eletrônicas estão evoluindo também no que se refere à qualidade da bateria.

“No passado, nós tínhamos etiquetas com duração de cinco anos. Hoje já é consolidada a duração de 10 anos de bateria, que é uma nova geração de etiquetas. E vem sendo desenvolvida uma futura geração para durar mais anos do que isso”, comenta.

Ele acrescenta que outra novidade relacionada às etiquetas eletrônicas é o maior número de cores no display. “Nós fizemos um lançamento na Apas do ano passado da cor amarela na etiqueta eletrônica. Então, hoje, as etiquetas apresentam quatro cores — branca, preta, vermelha e amarela — justamente para chamar a atenção do cliente para os itens promocionais,colocar a identidade visual da loja, além de poder se conectar a um software com plataforma em nuvem”.

Daniel observa que a tendência do software em nuvem é sempre evoluir, já que as implementações, correções e qualquer melhoria nesse tipo de software são executadas em tempo real, na própria plataforma em nuvem.

“Dessa forma, a empresa desenvolvedora de software em nuvem traz agilidade ao mercado e com isto o cliente na ponta também ganha muito tempo com isso”.

Outro aspecto relevante das etiquetas eletrônicas desenvolvidas pela Toledo do Brasil, segundo Carioni, é que hoje a empresa tem parceria com a Pricer, uma companhia sueca que detém a maior parte do mercado de etiquetas eletrônicas no mundo.

“A Pricer patenteou o sistema de comunicação óptica nas etiquetas eletrônicas, que traz várias vantagens, já que é uma tecnologia sem interferência e com uma velocidade de comunicação muito grande”.

Sobre o preço das etiquetas eletrônicas, Daniel afirma que é necessário acabar com o paradigma de que se trata de uma solução cara.

“A etiqueta eletrônica não foi feita só para substituir o papel. Substituindo o papel, você já tem um ganho gigantesco com a etiqueta eletrônica porque não tem erro operacional e a certeza do preço correto entre gondola e PDV, ou seja, o cliente tem certeza daquilo que ele está olhando e pagando”, expõe.

Daniel acrescenta que é possível colocar nas etiquetas eletrônicas informações de estoque, rentabilidade do produto e custos, além de lançar flashs coloridos para iluminar em volta da etiqueta, em diversas cores, para auxiliar nas tarefas das lojas.

“Então, por exemplo, eu posso determinar que se acenda uma luz azul para o operador de loja ver caso um produto esteja com o estoque baixo. Se tiver algum item em promoção, pisca uma luz verde para chamar a atenção do cliente, eu já faço uma comunicação na entrada da loja. Se a validade daquele produto estiver próxima ao vencimento, pisca uma luz amarela, que significa que eu preciso tomar uma ação, colocar aqueles itens em promoção”, exemplifica.

Daniel frisa que, no hotel onde estava hospedado, foram utilizadas etiquetas eletrônicas no restaurante para fazer diversas indicações, inclusive de um novo idioma para os produtos. “Se fosse algo inviável, os clientes não estariam colocando este tipo de solução em diversos segmento”, reflete.

Ele afirma que visitou a loja da Lego nos Estados Unidos e encontrou etiquetas eletrônicas. “Aliás, isto é um pouco mais aflorado tanto na Europa quanto nos Estados Unidos: o uso massivo de etiquetas eletrônicas. Eles usam muitas etiquetas eletrônicas”.

Conforme o gestor de marketing e vendas da Toledo do Brasil, as etiquetas eletrônicas se pagam só pelos erros operacionais e pelo desconto que o varejista tem que dar para o cliente devido à precificação errada.
“Nós temos redes no Brasil hoje, atendidas pela Toledo, com 26 lojas com etiquetas eletrônicas. Ou seja, se não fossem soluções que se pagassem ao longo do tempo, se não fossem vantajosas, essas redes não colocariam. Elas parariam em uma primeira loja”.

Sobre a locação das etiquetas, ele afirma se tratar um recurso muito vantajoso, ideal para o varejista que não tem condições ou não quer disponibilizar do seu capital para investir na solução de forma imediata.

“Na locação, você amortiza impostos, tem a possibilidade de pagar uma parcela baixa durante o uso, e o melhor é que o time da Toledo trabalha em conjunto com os supermercadistas, justamente para fazer os cálculos e garantir que a locação seja mais vantajosa do que o uso de etiquetas em papel”, finaliza.

Conclusão

Lendo este artigo, você ficou por dentro de algumas das principais tendências da NRF 2024, inclusive o uso vantajoso das etiquetas eletrônicas no varejo.

Se você deseja saber mais detalhes sobre a NRF 2024, assista, na íntegra, a live “Talk To Me”, com a participação do nosso colaborador, Daniel Carioni.

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